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21 novembre

DE PROFUNDIS AMAMUS

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DE PROFUNDIS AMAMUS


Ontem às onze
fumaste
um cigarro
encontrei-te
sentado
ficámos para perder
todos os teus eléctricos
os meus
estavam perdidos
por natureza própria

Andámos
dez quilómetros
a pé
ninguém nos viu passar
excepto
claro
os porteiros
é da natureza das coisas
ser-se visto
pelos porteiros

Olha
como só tu sabes olhar
a rua os costumes
O Público
o vinco das tuas calças
está cheio de frio
é há quatro mil pessoas interessadas
nisso

Não faz mal abracem-me
os teus olhos
de extremo a extremo azuis
vai ser assim durante muito tempo
decorrerão muitos séculos antes de nós
mas não te importes
muito
nós só temos a ver
com o presente
perfeito
corsários de olhos de gato intransponível
maravilhados maravilhosos únicos
nem pretérito nem futuro tem
o estranho verbo nosso


© 1957, Mário Cesariny
in Pena Capital

 

Beijos e Flores

Espero que tenham gostado desta minha escolha

abracem-me os meus olhos...

 

Madalena

 

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24 ottobre

ORAÇÃO AO ANJO DA GUARDA

 

Mãe

 

 

Oração ao Anjo da Guarda

 

"Santo anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
já que a ti me confiou,
sempre me rejas, guardes,
governes e ilumines.


Amém."

 

 

Porque gostei muito tirei esta Oração ao meu professor e amigo de sempre o Alcyone...

Tudo aqui, neste "Eternamente"  faz parte do que gosto e de quem eu sou.

Sou Lucia Madalena. Lucy(Confidências) para uns e para outros Madalena(Meu e Teu Tempo).

Mas acima de tudo sou amiga, sensivel, mãe, esposa, sou um todo que ama o cheiro do rosmaninho,

 das camélias, o cheiro da terra depois da chuva...

Detesto tudo o que é mesquinho, a mentira, o rancor, a inveja, a hipocrisia, falta de caracter e o preconceito...

Sou, com todos os meus defeitos e virtudes, uma mulher como muitas que deseja apenas ser feliz.

Beijos, Flores e Sorrisos

Lucia Madalena

 

 

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27 giugno

Karl Marx: O fundamento econômico das distintas maneiras de pensar

 

O materialismo histórico de Marx marca acertadamente a importância do fator econômico na história. Sem embargo, é mais discutível considerar que toda a história se fundamenta integralmente na economia e que todos os outros aspectos - ideológicos, jurídicos, políticos, filosóficos, culturais, religiosos, etc. - sejam uma mera superestrutura explicável por um componente econômico da vida humana. O componente econômico é sem dúvidas muito importante, mas desde uma perspectiva global é um componente parcial e em alguns casos secundário.

A teoria da estrutura-superestrutura não sustenta simplesmente que a existência da consciência social exija a existência de relações de produção; senão que afirma que os tipos específicos de consciências sociais - atividades políticas e intelectuais - existentes nas sociedades divididas em classes podem explicar-se a partir das formas específicas da organização econômica e social. Esta afirmação não é nenhuma simplicidade, é uma afirmação que se pode considerar falsa e, de fato, alguns marxistas, como o filósofo norueguês Jon Elster, acredita que os fenômenos políticos e intelectuais - ideológicos - tem um considerável grau de autonomia e podem, inclusive, contribuir à explicação dos fenômenos econômicos. Também o pensador alemão Max Weber (1864-1920), por exemplo, sugere que o protestantismo, como fenômenos ideológico, teve uma grande influencia causal no desenvolvimento do capitalismo.

A crença de Marx segundo a qual a superestrutura política está condicionada ou causada pela estrutura econômica é um elemento básico de sua teoria geral da história. Se esta crença resulta falsa, o materialismo histórico de Marx tem que modificar-se em aspectos importantes. Sem embargo, Marx, como os grandes pensadores da história da filosofia, é um clássico no sentido de que tem que ajudar a repensar criticamente os temas sobre os quais reflexionou e, em muitos casos, se equivocou; o próprio Marx dizia: "pelo que a mim corresponde, não sou marxista".
 

 

Karl Marx - O filósofo da revolução

O pensador alemão, um dos mais influentes de todos os tempos,

 investigou a mecânica do capitalismo e previu que o sistema

 seria superado pela emancipação dos trabalhadores.

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25 giugno

Não Digas Nada

 

 

 

 

Não Digas Nada. Talvez
 
 
Não digas nada. Talvez
Não exista nada, nada,
Nesse reino - que esquecemos -
Das palavras.

Não digas nada. Essa curva
Do teu braço docemente
Sobre a curva dos meus olhos
Deve dizer o que ainda
Felizmente não dissemos.

Não digas nada. Lá fora
A noite corre para onde?
Os homens falam? Existem?
Nada existe. Nada corre.
está tudo vivo e nós mortos.
Está tudo morto e nós vivos.

 Alberto Lacerda
 

 

22 giugno

O êxodo das mãos

 

 

ele disse:

diz  .me como chegar a ti

ela  a menina que segura uma caixa de silêncios  disse: há caminhos que só trazem feridas aos pés nus  .há caminhos que não se trilham    onde  a lua já não brilha   . caminhos circulares que nos levam  ao vazio de uma terra que indaga os olhos que nos habitam o horizonte  .

 diz…me como chegar a ti

e ela disse  .lhe dos caminhos tortuosos que confundem as sílabas quando o corpo se pronuncia desacertado   .do desejo de outras mãos a abrir gavetas onde os poemas respiram   . falou   .lhe das zonas extensas   secularmente  atravessadas de gente de expressão  etérea     criaturas incertas de frémitos  .e  vorazes como o nome maior do a  mar  .

diz-me como chegar a ti

e contou-lhe dos lugares inquinados do amor  . da promiscuidade das gaivotas  no delírio oco das marés

da urgência dos corpos quando o tempo é de nadas no desencontro dos dias  . vestir a pele    dissera ele   do  odor ácido    da  saliva temporária   que afasta o espectro  dos ombros que regressam todas as noites

 que às vezes o sol ilude    na fugaz vertigem que alegra   este tempo longo  quando emigramos de nós para lado nenhum  .

e ela olha  .o    na dispersão  exacta dos círculos que  interditam o desejo das mãos dele à  sua pele  . aços invioláveis  .

  ele disse : estás tão acima de mim     . como a luz de uma estrela    .diz  me como chegar a ti

e ela disse:   . sou só uma caixinha de silêncios    ou a voz de um violino encarcerado  . não indagues o substantivo da minha pele   . a cegueira da geografia dos barcos  .doem  .me as sombras das mãos  .

digo  .te adeus   . não me sigas    .  sou  liquida maré    .até um dia   . lá   . no sítio onde serei feita de nadas.

   

 

 

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Eternamente

Professione
Località

Imagem Maria João Amarte

 

amarte

 
 
Deito a minha cabeça numa nuvem
 
de ternas fantasias, deixo que o vento
 
me sopre, me sussurre palavras...
 
Eu costumo soprar palavras ao vento,
 
mas hoje quero que me sopre aos 
 
 meus sentidos...
 
Deixo-me ir até há terra do nunca...
 
ou há terra do sempre...
 
Sei que é aquela das palavras
 
mágicas que fazem bem há alma...
 
Madalena

        


Madalena